sábado, 14 de outubro de 2017

Jordy - 62



Não sei é pela falta de costume em ficar na casa dos outros ou por esse esquema de hospedagem ser muito revolucionário pra minha mente, mas, eu realmente estava estranhando a ausência da dona do Ap. e essa confiança toda em colocar um estranho dentro de casa e não ficar em cima, de olho... Ou pelo menos ver a pessoa deixando a casa, sei lá. Havia visto ela pela última vez à noite quando ela disse que ia buscar um lanche, como não percebi seu retorno nem a vi no dia seguinte, acreditei na possibilidade dela ter morrido no quarto engasgada com o lanche. Quem iria saber? Eu não tinha acesso ao quarto dela, então sabe Deus até quando o corpo ficaria lá. Não sei onde ela estava nem o que aconteceu na verdade, mas agradeço a Deus por ela estar viva e a policia não ter vindo atrás de mim. 

“Crendeuspai”!


sábado, 7 de outubro de 2017

Jordy - 61



Não sou muito fã de fotos e nem da Arlequina (eu nem sequer assisti esse filme ainda), já foi o tempo em que eu pedia pra tirar foto com as pessoas em eventos, não costumo mais fazer isso a não ser que eu esteja com alguém que curte, aí eu entro na brincadeira, mas na ocasião, essa cosplayer da Arlequina estava muito bonita (não se deixe levar pelo meu desenho) e eu queria tirar uma foto com ela, mas todas as vezes que cruzei com ela pelo evento ela estava rodeada de gente fazendo farra e brigando pra tirar fotos e eu sempre estava correndo atrás de algum artista pra pegar autógrafo ou apressado para alguma atividade e sem disposição pra esperar a minha vez, assim, acabei ficando sem a foto.

Num determinado momento, já quase no final do evento, fui ao stand da editora Mino pegar um autógrafo com o Shiko e vi lá num canto essa cosplayer “derrubada” conversando com uns amigos, a expressão dela era de nítido desgaste, se via que a o que ela queria no momento era sossego. Tenho certeza que se eu pedisse ela gentilmente aceitaria, mas a essa altura a foto talvez já não saísse legal e eu não quis ser desagradável a esse ponto, então achei melhor deixar quieto e ficar sem a foto. Talvez isso seja uma das únicas coisas que posso dizer que ficaram faltando nessa viagem.

Quem sabe na próxima, né?


sábado, 30 de setembro de 2017

Jordy - 60



Eu realmente não levanto a mão e não faço perguntas a palestrantes, sempre acho que a pergunta que vou fazer é ridícula e que ninguém mais tem interesse em saber o que eu quero saber, mas nesta ocasião, o assunto me deixou curioso e o fato de já conhecer o Marcatti me deixou um pouco mais a vontade para arriscar, além do fato da palestra ter poucos espectadores, claro.

Sempre converso com o Marcatti quando nos encontramos em eventos, mas nunca havia conversado com ele sobre o assunto em questão, aí, estava eu naquele “vou não vou” até que ele abre a conversa pra uma última pergunta, sendo assim, minha última oportunidade também. Na plateia um olhava para o outro, silencio, o rapaz do microfone procurava por algum interessado e no palco o Marcatti perguntava: ninguém? Posso encerrar? Foi então que me lembrei o que essa viagem significava para mim e seguro decidi levantar a mão, mas eu não contava com a brincadeira e esse simples comentário me desestabilizou e reativou a timidez que me fez gaguejar sem saber se fazia a pergunta ou se dizia algo sobre o comentário. Mas depois de tanta coragem pra chegar até ali eu não podia me permitir fraquejar agora. Engoli qualquer coisa que a boca tentava pronunciar antes que tudo estivesse perdido e me foquei na pergunta: de todo esse seu processo, qual etapa você tem mais e menos prazer em executar?

Se interessou a mais alguém eu não sei, mas sai me sentindo vitorioso!


CHUPA, TIMIDEZ! 


sábado, 23 de setembro de 2017

Jordy - 59



Vai, mão de vaca. Quem mandou não assinar um pacote de dados?
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Fim da tarde, lugar deserto e sem conhecimento sobre o transporte público local, esse é o drama de um turista mané, não simpatizante de tecnologias “telefonísticas celulísticas” e ainda sim dependente dela em território desconhecido.

Depois de uma experiência deslumbrante, uma simples mensagem de texto da operadora de celular quase põe fim na vida de um jovem baixinho grisalho que só estava tentando viver um momento legal, mas Deus, mais uma vez provou sua existência ajudando aquele que faz a sua parte, pois apesar do susto eu estava preparado. E é por isso que digo: um homem prevenido vale por quinze!


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Noite Feliz no Catarse - Como funciona a campanha

Para aqueles que ainda não apoiaram minha campanha Noite feliz lá no Catarse por não conhecer e ter receio da plataforma, segue um gráfico explicativo resumindo tudo! 
Apoie o projeto: www.catarse.me/noitefeliz


sábado, 16 de setembro de 2017

Jordy - 58




O último passeio turístico que fiz em Curitiba foi visitar a Torre Panorâmica da Oi, de lá, é possível ter uma vista de 360° da cidade. É realmente espetacular, passei algumas horas lá em cima admirando a vista e refletindo sobre minha rápida passagem pelo Paraná enquanto esperava o “grande momento”, o grand finale da viagem, a despedida perfeita... Em outras palavras, o pôr do sol.

Não lembro se já mencionei antes, mas, dei a sorte de pegar quatro dias de tempo bom, aberto e ensolarado, um baita presente de boas vindas pro baixinho aqui. Isso permitiu que aquele pôr do sol fosse esplendido, nunca havia presenciado um por esse ângulo e o tempo bom favoreceu e muito esse espetáculo da natureza.

Após viver essa experiência (que quase foi destruída quando desci da torre (acompanhe na próxima tira)), voltei maravilhado, dei uma última passada na Bienal de Quadrinhos e fui para o Ap. para curtir minha última soneca em Curitiba. Na cama, revivendo em pensamento tudo o que me aconteceu nesses dias, me senti satisfeito com minha iniciativa e concluí que realmente valeu a pena tomar esta atitude mesmo depois de lembrar que em vários momentos me senti sozinho, sem alguém pra compartilhar o momento, um pensamento ou o que quer que seja, porque na verdade eu nunca estive sozinho, pois ela sempre esteve comigo, me acompanhando desde o inicio em todos os momentos, inclusive na despedida, guerreira, minha amiga, fiel companheira. Minha sacolinha vermelha!


sábado, 9 de setembro de 2017

Jordy - 57


FATALITY!

Alguns ressuscitam no terceiro dia, já eu, quase bati as botas!
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E assim, toda a queima de neurônios em um fervoroso raciocínio bolando o plano da toalha, escorre pelo ralo.

Todos os dias pela manhã antes de sair para os passeios e a noite quando chegava deles, ia á lavanderia averiguar se minha toalha estava da mesma maneira como havia deixado na noite anterior. Tudo ia bem até que, na terceira noite, quando fui pegá-la para tomar meu banho pelado, quase bati as botas ao descobrir que meu “plano infalível” tinha ido por água abaixo.

Depois do choque inicial, um sorriso idiota, daqueles bem constrangidos e sem graça me veio ao rosto naquele momento desesperador em que não conseguia aceitar minha derrota, não havia o que fazer, quando se tem essa reação é porque tudo está perdido e a vida não faz mais sentido. Naquela noite fui dormir desejando não acordar mais para não ter que encarar a realidade humilhante... Mas tinha rolê pra fazer então não deu pra morrer e me levantei normalmente no dia seguinte.

Veja as tiras 35 e 36 para entender a saga da toalha.