sábado, 25 de março de 2017

Jordy - 33


Cheguei em Curitiba por volta das 11h e como não podia ir direto para o apartamento onde iria ficar, tive que dar um rolêzinho pelo bairro durante horas carregando uma mochila de 8Kg nas costas. Por mais másculo, sarado, exuberante, estupendo e viril que esse que vos fala seja, uma hora não aguentei mais e deixei a vida me vencer.

Pra concluir, apesar de tudo, o quadro central da tira é o que mais tem a dizer sobre essa passagem, pois retrata um dos meus maiores desapontamentos nessa viagem... COMO CURITIBA É RUIM DE TOMADA!

Não se acha tomada com facilidade, quando se acha não funcionam e quando funcionam parece que a energia passa por elas em câmera lenta e como se não bastasse, o segurança do shopping não deixa a gente sentar do lado delas pra carregar o celular. GENTE DO MAL! :(

sábado, 18 de março de 2017

Jordy - 32


O cara realmente é muito gente boa. Eu já estava incomodado com o lance dele ter comprado meu gibi numa boa e eu não ter comprado o dele, aí me acontece uma dessas pra reforçar esse sentimento.

Mas eu fui forte e aguentei!

sábado, 11 de março de 2017

Jordy - 31


Como não ia ficar em Hotel e sim em um quarto alugado de um apartamento, eu não pude ir direto para a hospedaria, pois a moradora só estaria disponível para me receber a noite, portanto, fui direto para o evento Bienal de Quadrinhos que estava acontecendo a duas quadras do Ap.

Infelizmente, coisas como o dinheiro, nossa vontade, nossos gostos e o limite de peso das bagagens nos aeroportos, fazem com que sejamos seletivos na hora de consumir os materiais disponíveis em vasta variedade nesses eventos, por esse motivo, é inevitável que eu coloque muitos desses produtos na categoria “interessante, mas não é o que quero ter na minha estante”.

O que me deixa chateado é que muitos desses casos acontecem com pessoas legais, que também estão iniciando suas carreiras e precisam de uma força. Eu costumo sempre pegar uns dois ou três títulos “no escuro” (novidades que estão fora da minha lista ou que nunca ouvi falar) para dar um apoio (às vezes eu me arrependo), mas, infelizmente não é possível ajudar todo mundo, mas pior que isso, é quando não conseguimos dizer sim para quem não conseguiu nos dizer não. Ele comprou meu gibi.

sábado, 4 de março de 2017

Jordy - 30

A primeira impressão que tive ao chegar no aeroporto foi de que a qualquer momento uma bolota de feno passaria rolando diante de mim devido a tamanha ausência de vida, movimento, barulho... do aeroporto Afonso Pena, um tremendo deserto comparado a Congonhas do qual eu havia acabado de sair.

Após a consciência aceitar essa realidade local, minha primeira atitude foi procurar uma tomada, pois minha principal ferramenta de sobrevivência para os próximos quatro dias necessitava de carga para iniciar seu trabalho.

Depois de 40 minutos de espera e apenas poucos por cento de carga na bateria do celular, a fome me fez decidir que era hora de sair logo daquele aeroporto, mas quem me tiraria dali seria o tradicional Uber. Acontece que haviam vários taxistas na saída me abordando e oferendo corrida, então tive que despistá-los e procurar lugar seguro para fazer o chamado, só que, o deserto de fora era mais assustador que o de dentro, eu andava contornando um estacionamento sem fim e não via pessoas, não encontrava lugares aparentemente seguros e o celular não tinha sinal, no fim, acabei no ponto de partida, só que no andar de baixo.

Até hoje não sei se era portão A ou B, mas sei que seja qual for, eu estava errado, pois o Uber não me encontrava porque me procurava no andar de cima e como se não bastasse a espera, tive que receber uma ligação do motorista que levou boa parte dos créditos!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Jordy - 28


Fique impressionado com o tempo de voo, nas passagens dizia que duraria cerca de 50 minutos, o comandante disse que a previsão era de 40 minuto, mas no final durou um pouco mais de 30 minutos.

Achei a decolagem um tanto longa, o avião “empinava” e voltava, “empinava” e voltava, “empinava” e voltava... E foi assim durante um bom tempo até chegar a uma altura que não gosto nem de lembrar e logo que estabilizamos o comandante fez contato, me espantei quando ele disse que em 4 minutos iniciaríamos o pouso, não podia ser real, e realmente não foi, acho que eu me encontrava em um estado de alucinação ou algo similar, pois aguardei tenso os movimentos “regurgitantes” da descida (com base na subida) mas quando me dei conta já estava em terra firme no solo Curitibano!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Jordy - 27


Tudo ia bem (ou quase) até ligarem as turbinas e autorizarem a decolagem, pois é aí que a gente percebe que não tem mais volta, que chegou a hora de enfrentar as consequências da nossa escolha, que não temos mais escolha e que a escolha que fizemos tem uma grande chance de não ter sido a melhor escolha. Mas brincadeiras a parte, depois de passar por todos aqueles movimentos fanfarrões da decolagem e mesmo enfrentando aquele leve desconforto (medo) provocado pela altura, tive o melhor voo que alguém poderia ter, um dia lindo, tempo aberto, vista maravilhosa... inclusive pude me lembrar que quando criança, meu sonho era visitar a cabine dos pilotos durante o voo, não fiz isso nessa viagem, mas é engraçado, hoje, parando para refletir, percebo que isso não tem importância nenhuma, que o importante mesmo é ter consciência e agradecer por ter saído dessa sem ter que visitar o banheiro.