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sábado, 9 de dezembro de 2017

Jordy - 70



Por mais que a experiência de uma viagem como esta seja positiva, no fundo, sempre é bom retornar para o seu cantinho, para suas coisas, para as pessoas que realmente são importantes pra você, enfim, pro seu lar e pra sua vida, vida que pensamos em mudar para melhor com base no que vivemos nos últimos dias “longe dela”, mas logo percebemos que não é bem assim que a coisas funcionam, que nada muda tão fácil e de repente assim, você ainda vai ter que acordar, se arrumar e ir trabalhar no dia seguinte, vai ter que pagar as mesmas contas, ver as mesmas pessoas todos os dias, pegar o mesmo ônibus lotado, cumprir as mesmas obrigações, tomar banho no mesmo chuveiro e dormir na mesma cama que te lascava as vértebras e tudo isso por quê? Porque retornar significa reabraçar fogosamente sua rotina.

A rotina pode ser alterada se trabalharmos para que as oportunidades para isso aconteça, podemos incluir a ela as experiências adquiridas numa viagem sim, aliás, acho que viajar serve justamente para isso, para nos moldar aos poucos através de cada experiência vivida.

Mesmo que não sejamos capazes de listar os benefícios que essa experiência nos proporciona, nosso subconsciente é e fará uso dessas informações quando necessário e, com certeza, esses dias em Curitiba forneceram um documento rico de informações ao meu, tentarei fazer um bom uso disso tudo a cada oportunidade e já aguardo ansioso a próxima “coleta” de experiências. Obrigado Paraná, obrigado Curitiba, não só por tudo que me proporcionaram durante o período que estive aí, não só por ter me recebido de braços abertos, mas também, por garantir o registro destas memórias expostas nesta série de 45 tiras, enriquecendo assim, o conteúdo do meu trabalho.

E espero que vocês, leitores, tenham gostado.

Muito obrigado por acompanharem.

Abraços!


sábado, 2 de dezembro de 2017

Jordy - 69



Saí de São Paulo com exatos 8Kg de bagagem e isso era tudo que eu tinha pra sobreviver durante quatro dias em terras desconhecidas. O aflito de dar merdinha extraviando esse único bem que eu possuía era gigantesco e foi praticamente a única coisa com a qual eu realmente me preocupei de verdade nesta viagem. Muitas vezes aceito de boa não ganhar algo, mas fico extremamente desiludido da vida quando perco um pouco que seja de algo que tenho, principalmente quando esse algo de alguma forma é essencial para mim e, no caso, esses 8Kg de bagagem eram e eu não podia perdê-lo.

Obviamente na ida a preocupação era maior, pois lá em meu destino eu não possuía nada para substituir o que quer que fosse, mas como tudo aconteceu tão certinho, me deixei levar e a preocupação meio que passou batida, já na volta... Me preocupei em dobro com o susto que levei na esteira de bagagens.

Ao sair do voo, o comandante informou que as malas estariam disponíveis em uma determinada esteira, mas ao chegarmos lá, o voo anunciado no letreiro era outro, esperamos e quando mudou a informação, a numeração e trecho eram outros nada a ver com o nosso. De repente um passageiro observou que nosso voo estava sendo anunciado em outra esteira bem mais a frente, fomos até lá e realmente era a nossa. A esteira estava vazia e desligada, esperamos e o carro com as bagagens demorou a chegar, quando chegou, podíamos ver o funcionário descarregando nossas malas (sem cuidado nenhum) e a aflição de todos foi diminuindo conforme suas respectivas malas iam aparecendo, menos a minha, pois eu estava na “boca” da esteira e com visão atenta e privilegiada do descarregamento, assim, pude ver quando o rapaz simplesmente fechou a caçamba, entrou no carro e foi embora “sem colocar” minha humilde bagagem na esteira.

Completamente paralisado pelo choque, vivendo em silencio um desespero inexpressível, fui vendo um a um pegar sua malinha e sair feliz e fiquei ali desconsolado me perguntando por que depois de tudo que vivi isso tinha que terminar assim, até que, no momento em que eu estava prestes a me vez sozinho naquela esteira esperando por algo que não ia chegar, um passageiro retira sua mala de um montinho e lá no meio, na escuridão, como um sobrevivente que aponta entre os escombros, minha preciosa piscou pra mim.

Fiquei numa raiva!


sábado, 25 de novembro de 2017

Jordy - 68



A gente sabe que a diversão acabou quando os elementos da nossa vida rotineira começam a nos abraçar com saudade!


sábado, 18 de novembro de 2017

Jordy - 67



Não sei se o piloto estava de brincadeira ou não, mas mesmo desconfortável com a sensação do voo, logo que começamos a descer eu desejei continuar lá em cima mesmo!  


sábado, 11 de novembro de 2017

Jordy - 66



Não tenho muito o que comentar, só que o chinês do lado (ver tira anterior) não estava ajudando em nada e que entre tantas opções, a leitura que separei para o voo foi uma péssima escolha para a ocasião.


sábado, 4 de novembro de 2017

Jordy - 65



A sensação do voo, seja na decolagem, aterrissagem ou em qualquer outro momento certamente não agrada a todos, mas, cada um sente o abalo em níveis diferentes. Eu por exemplo, como já vimos em tiras anteriores, sabendo que altura não me deixa confortável, me preveni antes de encarar o grande “pássaro de aço”, mas o chinês na poltrona ao lado da minha, que suava, paralisava, amolecia, tampava a cara, se abaixava, fazia careta e quase tinha um “tréco”, com certeza fez caquinha na roupa!


sábado, 28 de outubro de 2017

Jordy - 64



Eu já havia ido ao banheiro do aeroporto Afonso Pena na ida quando cheguei em Curitiba, mas quando fui na volta, não sei se errei de banheiro, de cabine, de aeroporto ou sei lá do que, mas, quando abri a porta da cabine bateu uma baita de uma estranheza. Não me lembro da cabine ser destinada a cadeirantes, mas era estranho todo aquele espaço que tinha até chegar ao vaso sanitário, eu poderia colocar minha cama lá e dormir tranquilamente (ou não) O_O


sábado, 21 de outubro de 2017

Jordy - 63



Acho que meu maior gasto nesta viagem foi com transporte. Como não conhecia o lugar, o esquema do transporte público e minhas atividades estavam todas programadas (e eu não tinha tempo de ficar aprendendo a andar de “busão” lá), utilizei muito os serviços da Uber, usei mais vezes lá em quatro dias do que aqui em 30 anos e, foi cada tipo que eu conheci, que realmente ficaram marcados como atrações a parte. Contar uma história é legal, mas ouvir diversas delas de pessoas diferentes e de todos os tipos em tão pouco tempo é muuuuuuiiiito mais divertido!


sábado, 14 de outubro de 2017

Jordy - 62



Não sei é pela falta de costume em ficar na casa dos outros ou por esse esquema de hospedagem ser muito revolucionário pra minha mente, mas, eu realmente estava estranhando a ausência da dona do Ap. e essa confiança toda em colocar um estranho dentro de casa e não ficar em cima, de olho... Ou pelo menos ver a pessoa deixando a casa, sei lá. Havia visto ela pela última vez à noite quando ela disse que ia buscar um lanche, como não percebi seu retorno nem a vi no dia seguinte, acreditei na possibilidade dela ter morrido no quarto engasgada com o lanche. Quem iria saber? Eu não tinha acesso ao quarto dela, então sabe Deus até quando o corpo ficaria lá. Não sei onde ela estava nem o que aconteceu na verdade, mas agradeço a Deus por ela estar viva e a policia não ter vindo atrás de mim. 

“Crendeuspai”!


sábado, 7 de outubro de 2017

Jordy - 61



Não sou muito fã de fotos e nem da Arlequina (eu nem sequer assisti esse filme ainda), já foi o tempo em que eu pedia pra tirar foto com as pessoas em eventos, não costumo mais fazer isso a não ser que eu esteja com alguém que curte, aí eu entro na brincadeira, mas na ocasião, essa cosplayer da Arlequina estava muito bonita (não se deixe levar pelo meu desenho) e eu queria tirar uma foto com ela, mas todas as vezes que cruzei com ela pelo evento ela estava rodeada de gente fazendo farra e brigando pra tirar fotos e eu sempre estava correndo atrás de algum artista pra pegar autógrafo ou apressado para alguma atividade e sem disposição pra esperar a minha vez, assim, acabei ficando sem a foto.

Num determinado momento, já quase no final do evento, fui ao stand da editora Mino pegar um autógrafo com o Shiko e vi lá num canto essa cosplayer “derrubada” conversando com uns amigos, a expressão dela era de nítido desgaste, se via que a o que ela queria no momento era sossego. Tenho certeza que se eu pedisse ela gentilmente aceitaria, mas a essa altura a foto talvez já não saísse legal e eu não quis ser desagradável a esse ponto, então achei melhor deixar quieto e ficar sem a foto. Talvez isso seja uma das únicas coisas que posso dizer que ficaram faltando nessa viagem.

Quem sabe na próxima, né?


sábado, 30 de setembro de 2017

Jordy - 60



Eu realmente não levanto a mão e não faço perguntas a palestrantes, sempre acho que a pergunta que vou fazer é ridícula e que ninguém mais tem interesse em saber o que eu quero saber, mas nesta ocasião, o assunto me deixou curioso e o fato de já conhecer o Marcatti me deixou um pouco mais a vontade para arriscar, além do fato da palestra ter poucos espectadores, claro.

Sempre converso com o Marcatti quando nos encontramos em eventos, mas nunca havia conversado com ele sobre o assunto em questão, aí, estava eu naquele “vou não vou” até que ele abre a conversa pra uma última pergunta, sendo assim, minha última oportunidade também. Na plateia um olhava para o outro, silencio, o rapaz do microfone procurava por algum interessado e no palco o Marcatti perguntava: ninguém? Posso encerrar? Foi então que me lembrei o que essa viagem significava para mim e seguro decidi levantar a mão, mas eu não contava com a brincadeira e esse simples comentário me desestabilizou e reativou a timidez que me fez gaguejar sem saber se fazia a pergunta ou se dizia algo sobre o comentário. Mas depois de tanta coragem pra chegar até ali eu não podia me permitir fraquejar agora. Engoli qualquer coisa que a boca tentava pronunciar antes que tudo estivesse perdido e me foquei na pergunta: de todo esse seu processo, qual etapa você tem mais e menos prazer em executar?

Se interessou a mais alguém eu não sei, mas sai me sentindo vitorioso!


CHUPA, TIMIDEZ! 


sábado, 23 de setembro de 2017

Jordy - 59



Vai, mão de vaca. Quem mandou não assinar um pacote de dados?
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Fim da tarde, lugar deserto e sem conhecimento sobre o transporte público local, esse é o drama de um turista mané, não simpatizante de tecnologias “telefonísticas celulísticas” e ainda sim dependente dela em território desconhecido.

Depois de uma experiência deslumbrante, uma simples mensagem de texto da operadora de celular quase põe fim na vida de um jovem baixinho grisalho que só estava tentando viver um momento legal, mas Deus, mais uma vez provou sua existência ajudando aquele que faz a sua parte, pois apesar do susto eu estava preparado. E é por isso que digo: um homem prevenido vale por quinze!


sábado, 16 de setembro de 2017

Jordy - 58




O último passeio turístico que fiz em Curitiba foi visitar a Torre Panorâmica da Oi, de lá, é possível ter uma vista de 360° da cidade. É realmente espetacular, passei algumas horas lá em cima admirando a vista e refletindo sobre minha rápida passagem pelo Paraná enquanto esperava o “grande momento”, o grand finale da viagem, a despedida perfeita... Em outras palavras, o pôr do sol.

Não lembro se já mencionei antes, mas, dei a sorte de pegar quatro dias de tempo bom, aberto e ensolarado, um baita presente de boas vindas pro baixinho aqui. Isso permitiu que aquele pôr do sol fosse esplendido, nunca havia presenciado um por esse ângulo e o tempo bom favoreceu e muito esse espetáculo da natureza.

Após viver essa experiência (que quase foi destruída quando desci da torre (acompanhe na próxima tira)), voltei maravilhado, dei uma última passada na Bienal de Quadrinhos e fui para o Ap. para curtir minha última soneca em Curitiba. Na cama, revivendo em pensamento tudo o que me aconteceu nesses dias, me senti satisfeito com minha iniciativa e concluí que realmente valeu a pena tomar esta atitude mesmo depois de lembrar que em vários momentos me senti sozinho, sem alguém pra compartilhar o momento, um pensamento ou o que quer que seja, porque na verdade eu nunca estive sozinho, pois ela sempre esteve comigo, me acompanhando desde o inicio em todos os momentos, inclusive na despedida, guerreira, minha amiga, fiel companheira. Minha sacolinha vermelha!


sábado, 9 de setembro de 2017

Jordy - 57


FATALITY!

Alguns ressuscitam no terceiro dia, já eu, quase bati as botas!
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E assim, toda a queima de neurônios em um fervoroso raciocínio bolando o plano da toalha, escorre pelo ralo.

Todos os dias pela manhã antes de sair para os passeios e a noite quando chegava deles, ia á lavanderia averiguar se minha toalha estava da mesma maneira como havia deixado na noite anterior. Tudo ia bem até que, na terceira noite, quando fui pegá-la para tomar meu banho pelado, quase bati as botas ao descobrir que meu “plano infalível” tinha ido por água abaixo.

Depois do choque inicial, um sorriso idiota, daqueles bem constrangidos e sem graça me veio ao rosto naquele momento desesperador em que não conseguia aceitar minha derrota, não havia o que fazer, quando se tem essa reação é porque tudo está perdido e a vida não faz mais sentido. Naquela noite fui dormir desejando não acordar mais para não ter que encarar a realidade humilhante... Mas tinha rolê pra fazer então não deu pra morrer e me levantei normalmente no dia seguinte.

Veja as tiras 35 e 36 para entender a saga da toalha.


sábado, 2 de setembro de 2017

Jordy - 56


Se existe algo em mim que muitos criticam mas que eu me orgulho muito é o meu comprometimento com horários, estou sempre de 30 minutos a 1 hora adiantado para qualquer coisa que seja, quando não me adianto, sou pontual ou me atraso ridiculamente pouco e é em momentos como esse na estação que eu agradeço a Deus pelas manias que ele me deu.

Não havia notado essa diferença de horário até então. Quando cheguei na estação, achei estranho o trem já estacionado na plataforma e aquele movimento todo de pessoas que já estavam entrando nele, a principio, pensei que as pessoas não haviam gostado da cidade e tinham resolvido voltar para a estação, depois, que eram adiantadas como eu ou que simplesmente estavam com medo de ficarem para trás. Resolvi me informar com um dos guias e perguntei se esse era o trem que sairia às 15h e ele me respondeu: só tem um, se não entrar fica pra trás! Mesmo cheio de dúvidas, mais do que ligeiro entrei e garanti meu lugar.

Essa foi a única situação que me preocupou um pouco nessa viagem, pois depois do acontecido, fiquei pensando como seria se eu realmente tivesse perdido o trem,  com certeza  eu ia sentar e chorar forte até que alguém se apiedasse de mim e me levasse pra casa.

sábado, 26 de agosto de 2017

Jordy - 55


Algumas crianças podem ser chatas, birrentas, malcriadas... Mas no geral, a imaginação infantil capaz de fantasiar um mundo paralelo, muitas vezes é bem engraçada e faz valer a pena certos momentos na vida.

sábado, 19 de agosto de 2017

Jordy - 54


Tô vendo que vou ter que mudar o status do facebook para: “em um relacionamento sério com a sacolinha”.

sábado, 12 de agosto de 2017

Jordy - 53


Morretes tem um prato tradicional chamado Barreado que é feito de carne cozida misturada com farinha de mandioca e mais uns trecos. A fome era muita, mas o tempo e o dinheiro eram pouco demais para arriscar dessa maneira, então preferi deixar esse luxo de lado e acabar de vez com o que tentava me matar, porém, tinha que ter algum detalhe diferenciado pra valer a pena, foi aí que eu decidi comer o feijão.

sábado, 5 de agosto de 2017

Jordy - 52


Como já citei anteriormente, o celular era minha maior ferramenta de sobrevivência em Curitiba, pois dependia dele para chamar o Uber e retornar em segurança ao apartamento onde estava hospedado, porém, a bateria não aguentava muito tempo e o Power Bank não estava dando conta. Também já citei que Curitiba é ruim de tomada e, se uma cidade como ela já era ruim, imagine Morretes. Sem dúvida foi a mão de Deus que tocou naquela mulher e fez com que ela me levasse até este lugar especificamente, talvez o único naquele restaurante que havia uma tomada por perto e agradeço muito por isso, pois é por causa desta tomada que hoje estou aqui podendo contar essa história pra vocês. Morretes no coração, gente.

sábado, 29 de julho de 2017

Jordy - 51


Deixei o Ponte Velha e me dirigi ao Madalozo, um restaurante aparentemente tão bom quanto. Também estava cheio, mas ainda havia muitos lugares disponíveis na parte interna, tanto que a atendente me levou aos fundos do restaurante onde poucas mesas estavam ocupadas, essas mesas, no entanto, pareciam ter sido preparadas para famílias, mas a mulher me colocou lá do mesmo jeito. Minutos depois ela retornou me dizendo que havia vago uma mesa mais reservada no terraço e perguntou se eu gostaria de trocar de lugar, apesar de estar sem graça sozinho naquela mesa gigante, por fortes motivo pessoais e convenientes que serão revelados na próxima tira, permaneci lá.